Quem é quem na máquina dos candidatos presidenciais
Os que se agarram ao telefone e às redes sociais, os ideólogos, os estrategas e os convocados para ir à televisão. Quem é quem nas tropas dos cinco principais candidatos.
Os que se agarram ao telefone e às redes sociais, os ideólogos, os estrategas e os convocados para ir à televisão. Quem é quem nas tropas dos cinco principais candidatos.
O manifesto publicado pela Fundação Para a Saúde exige o regresso dos centros de saúde. "O esvaziamento da ideia do centro de saúde, começou com os agrupamentos dos centros de saúde", diz o antigo diretor-geral da Saúde, Constantino Sakellarides, que é signatário do documento.
Antigos titulares da pasta da Saúde acreditam que a solução não passa pela demissão de Ana Paula Martins, embora também reconheçam que faltam condições para a sua continuidade. "Os partidos estão viciados em fazer da Saúde um território de combate", afirma Adalberto Campos Fernandes.
A provável saída de Mário Centeno da liderança do Banco de Portugal marca o fim de dez anos consecutivos em que um quase desconhecido economista, que esteve perto de cair pouco depois de assumir o cargo de ministro das Finanças, se tornou numa "marca" de sucesso do PS Costista - e um dos protagonistas da vida política portuguesa.
"É muito importante saber exatamente como é que o SNS vai funcionar, com que meios, com que organização, com que liderança e com que capacidade de resolver esses vários problemas, esses e outros", defendeu o Presidente da República.
Seguiu Medicina depois de uma doença por diagnosticar na adolescência. Em 2016 foi o melhor do seu ano. Escolheu dermatologia porque queria uma boa vida. Quem trabalhou com ele descreve-o como "um Dr. House". Os 400 mil euros que recebeu por dez sábados no Santa Maria não o arrastaram só para um escândalo - puseram no radar o descontrolo financeiro das cirurgias no SNS fora do horário regular.
A ministra da Saúde garante que a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde não vai ser extinta, mas há cada vez mais vozes a questionar a sua utilidade. A SÁBADO ouviu argumentos dos dois lados: de quem faz uma avaliação negativa e de quem considera que não há outra solução para a gestão da saúde pública em Portugal.
O terceiro diretor executivo do SNS em menos de dois anos e meio trabalhou no FMI, entrou para a Saúde pública pela mão de um governo PS, trabalhou nos bastidores com o ministro Paulo Macedo, foi atraído por Rui Rio para a política e bateu com a porta. O professor, irmão do presidente da NOS, é um liberal que diz o que pensa - e não gosta de ficar nos lugares só para aquecer.
Oferece-se para visitas pelo País e para entrevistas, chegou a ter uma biografia na calha e criou conferências de imprensa e espaços de opinião próprios no BdP: o governador e pré-candidato tem Belém em vista (se o PS o quiser).
“A Saúde dos Portugueses: Um BI em Nome Próprio - edição 2024” é o mais recente estudo do Projeto Saúdes, da Médis, que este ano conta com a orientação de Adalberto Campos Fernandes. Os dados revelam alguns desafios no acesso e equidade do sistema.
Hospital Garcia de Orta teve de cancelar cirurgias urgentes. São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz também tiveram ocorrências. IGAS abriu investigação.
Viabilizar ou não, eis apenas o princípio da questão. PS divide-se entre a importância das negociações com o Governo e a “oposição responsável”.
A SÁBADO teve acesso a vários emails e imagens que denunciam a falta de esterilização dos instrumentos cirúrgicos. Falou ainda com doentes que viram as suas intervenções adiadas por este motivo. Empresa fala em "ferrugem" e não vestígios humanos.
Bernardo Gomes, médico e vice-presidente da ANMSP, refere que a dificuldade de mitigação de calor e a redução da qualidade do ar são exemplos de fatores resultantes das alterações climáticas que afetam a saúde pública. Mais pobres e mais idosos correm maior risco, alerta Adalberto Campos Fernandes.
Inúmeros assessores dos gabinetes dos ministros, além de ex-deputados e autarcas, foram nomeados administradores dos principais centros hospitalares do país. Nova ministra da Saúde (PSD) fala em “lideranças fracas”.
Ana Paula Martins explicou que esse trabalho servirá para planear o sistema para "uma vaga de migrantes" que não se esperava.